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Perda de identidade: Quando a Marca Tenta Ser Tudo para Todos, Deixa de Ser Alguma Coisa para Alguém?

  • Foto do escritor: Édson Britembach
    Édson Britembach
  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O desejo de crescer pode virar armadilha. Na pressa por mais alcance, muitas marcas esquecem o que as tornou preferidas — e, quando percebem, já perderam os fiéis de antes sem conquistar os novos.


Se é premium, não é pra todo mundo.


A Vivara sentiu isso na pele. Ao lançar a linha Vivara Life, com preços mais acessíveis, tentou abrir as portas para um novo público. Até aí, tudo certo. O erro foi romper com o que a marca sempre significou. O golpe final veio quando o próprio CEO, Nelson Kaufman, declarou: “Joia não é pra rico, é pro povo.”


Resultado? Queda imediata de R$ 1 bilhão em valor de mercado.


O público premium não perdoa quando a exclusividade é banalizada.


E não foi só ela.


A Bud Light virou alvo de boicote após uma campanha desconectada de seu público tradicional.


Uma marca que sempre dialogou com um consumidor conservador fez uma ação sem preparar a base para essa mudança — e colheu o impacto: perda de vendas, perda de posição e uma crise de confiança que vai levar tempo para reverter.


Perda de Identidade: A Jaguar também tropeçou.


Tentou se reposicionar como marca “ultra-premium” e 100% elétrica, mas cortou vínculos com sua herança. Tiraram o felino do logo, eliminaram o rugido dos motores, limaram a alma.


Resultado? Queda de 97% nas vendas na Europa em abril.


O cliente não viu mais a Jaguar que conhecia — e foi embora.


O ponto é simples: Reinventar-se é preciso. Mas não dá pra fazer isso negando quem você é. Uma transformação de marca deve ser uma evolução, não um rompimento total.


Quem esquece sua base, corre o risco de não ter ninguém esperando do outro lado.


Na sua opinião, o reposicionamento de uma marca deve agradar quem compra ou quem ainda não compra?

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